Variedades

Pequenos gestos que fazem a diferença

Por Ruiz

Esses dias eu senti a necessidade de fazer algo por alguém muito especial pra mim. Meu pai.

Fazia bastante tempo que eu não sabia o que era fazer algo com ele, que não fossem as atividades cotidianas. Reparei que ele andava bem quieto e um pouco mais triste que o normal. Uma pequena saída pra ir à farmácia acabou se tornando uma pescaria.

Algo bobo e sem importância pra mim. Mas as lágrimas que eu vi ele bravamente tentando esconder me fizeram pensar… poxa, não foi um grande sacrifício desviar um pouco o caminho e ficar uma ou duas horas na companhia dele, fazendo algo que ele gosta tanto. E tenho certeza que ele se sentiu realmente especial.

Algumas vezes deixamos de fazer tantas coisas porque ‘não temos tempo’, ou simplesmente porque não achamos importante. E esquecemos que esses pequenos gestos do dia-a-dia podem tornar seu dia muito especial ou um lixo absoluto. Quantas vezes você quase foi atropelado/a por alguém em seu trabalho, que você convive todos os dias, e ao entrar no elevador junto com você, faz você se sentir como se estivesse usando a capa da invisibilidade do amigo do Harry Potter?

Percebi que a vida pode ser um pouquinho melhor se a gente tentar fazer pequenas coisas, como tratar todas as pessoas com um sorriso, cumprimentar um estranho, ou usar aquele perfume caro para ir até o supermercado – afinal, o nariz das pessoas funciona da mesma maneira em todos os lugares.

Não gosto da idéia de que a vida é efêmera. Não gosto da idéia de que podemos ‘faltar’ a qualquer momento. E acho que, justamente por esse motivo, não podemos perder tempo sendo superficiais.

Beijo,
Ruiz
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Paulista, 42 anos, formada em Tecnologia, otimista. Adoro falar sobre moda, beleza e, mais recentemente, sobre maternidade. Aqui escrevo sobre tudo que gosto, espero que gostem também!

16 Comentários

  • Fairy

    É Ruiz.. Concordo plenamente.
    As pessoas que amamos estão do nosso lado e esquecemos de dizer um EU TE AMO, imagine gentilezas com os desconhecidos? Quase impossível nos dias de hoje, em que tudo é corrido!!
    Beijos!

  • Ana

    Olá Ruiz!
    Fico feliz que tenha ido pescar com seu pai! Ele deve ser uma pessoa maravilhosa, assim como você! Aproveite bem o tempo com ele e trabalhe um pouco menos… rs!
    O post está lindo! Fiquei pensando em como escolhemos que seja o nosso dia. Nós podemos mudar tudo dependendo de como encaramos uma situação. E, realmente, são os pequenos gestos que fazem diferença na correria do dia-a-dia!
    PS: Já estou com saudades do escritório, digo, vocês!
    Abraços, Ana

  • Sissi

    Amor não é declaração, é atitude. A vida não é de grandes momentos, mas a rotina formada pelos pequenos. Duas das maiores verdades da vida.

    Adorei o post as always, Ruiz. Bjocas.

  • Liss

    Lendo esse post senti saudades do meu Pai… Ele me ensinou que o AMOR real, eterno e imenso se conhece nas pequenas coisas!

    Lindo post, de grande sensibilidade! Li e reli sentindo um calorzinho de saudade, de amor… Enfim, de coisas que realmente valem!

    Beijos,
    Liss

    • Ruiz

      Oi Isa!
      Acho que estamos começando a nos entender, não? 🙂
      Acho que tem coisas que são dificeis de não concordar, ne? Vamos ver se no proximo post voce não vai me “tomatar”!
      Beijos,
      Ruiz

  • Verônica

    Ruiz,
    Simplesmente AMEI este post. É a real do que fazemos e vivemos no dia a dia e acabamos nos esquecendo… O amor é feito de pequenos gestos assim como a felicidade é um momento maravilhoso em meio a rotina do dia a dia.
    Mais ainda, nos esquecemos de como é fácil fazermos a alegria alheia. Ainda mais por um pai ou uma mãe que são aqueles a quem devemos o que somos, ainda que eles errem conosco.
    Parabéns pela atitude e pelo post.
    Bjs

    • Ruiz

      Oi Verônica,
      Bom ve-la por aqui!
      Acho que os pequenos gestos que fazem a diferença. E acho isso mesmo. Conheço um casal que comemorou 40 anos de casamente recentemente. Ainda suspiram de amores um pelo outro, mesmo tendo mais de 60 anos cada um. O segredo? Ela prepara sempre algo especial pra ele no jantar (nem que seja um ovo frito com ervas) e ele traz um presentinho quase sempre que sai pra fazer algo (nem que seja uma florzinha qualquer de uma árvore da praça).
      Talvez isso seja até meio utópico, coisa de 1 em 1 milhão, mas serviu de exemplo pra mim… quem sabe um dia seja a minha vez?
      E acho que pai e mãe são realmente sagrados. Algumas pessoas são escravos de pai e mãe, e outros simplesmente se esquecem deles… Nem um, nem outro, né? E quando minha mãe partiu, eu encontrei nas coisas delas todas as poucas coisinhas que eu havia dado a ela, os recortes de jornais com meu nome, ou simplesmente os desenhos que eu fiz pra ela quando era bem pequeno. Acredite – isso quebrou o meu coração. Quebrou, porque eu nunca achei que aquilo tudo tinha valor. Não pra mim. Mas descobri da pior maneira que eu estava errado.
      Obrigado pela visita!
      Beijos,
      Ruiz

  • Shirley Mello

    Ruiz, muito emocionante o post! Parabéns!
    Passei os últimos anos trabalhando e trabalhando, e o tempo que fico presente, na verdade, não conta, pois às vezes, mesmo presentes, somos ausentes, perguntamos como estão as coisas por perguntar, não damos a devida atenção, não nos divertimos juntos fazendo coisas q são tão simples…..
    Até um simples passeio, acaba sendo tão programado e incrementado q se torna estressante e acabamos nos perdendo em coisas q são tão fáceis de fazer.
    Esse post é pura reflexão e ensinamento.
    Bjs….

    • Ruiz

      É Shirley…
      Acho que todos acabamos sofrendo um pouco do mesmo mal – em diferentes intensidades, é verdade!
      Eu sempre trabalhei muito (digo, muitas horas por dia) desde os meus 14 anos. E por conta disso, sempre fui muito ausente de casa e da família. Agora que eu sinto o quanto isso me faz falta… O tempo passou, vários parentes e amigos já se foram, e eu não tive a oportunidade de conviver tanto com eles.
      Felizmente consegui perceber isso a tempo, pois ainda tenho o meu velho pai. Uma figura que admiro muito e esqueci que ele sempre foi o meu ídolo de infância.
      Agora o desafio é tentar trabalhar um pouco menos e ter um pouco mais de ‘momentos de qualidade’ na companhia do meu velho. Talvez uma caminhada num parque seja o próximo programa. Coisa de pai e filho.
      Um beijo e obrigado pelo comentário,
      Ruiz

  • Tati Gallo

    Amei o post e me segurei pra não chorar qnd vc disse que seu pai ficou emocionado. Que bonitinho!
    Aqui em casa estamos sempre tentando fazer programinhas em família, e eu adoro isso!!!!
    Concordo também que sendo gentil temos mto mais a ganhar e fazer alguém sorrir é mto bom! ^^

    • Ruiz

      Oi Tati,
      Você tá sempre por aqui! Obrigado!
      Esses programinhas ‘família’ são muito importantes. Mas não dá pra ir só de ‘corpo presente’, né? Acho que não deve ser o seu caso! 🙂
      Você usou a palavra “Gentileza”. Lembra de um velhinho que ficava nas ruas do Rio de Janeiro, com uma placa escrita “Gentileza gera gentileza”? Virou até personagem de novela. O velhinho era praticamente um mendigo, mas distribuía flores e sorrisos para todos que passavam. Tive a oportunidade de ve-lo pessoalmente na praça da Petrobras no Rio de Janeiro. Uma figura para se inspirar!
      Beijo,
      Ruiz

  • Fairy

    Isso é a mais pura verdade!!
    A gente passa despercebido pela vida, e nem nos damos conta do quanto é importante dar carinho, amor e atenção àqueles que amamos.
    Senti isso ontem, meu cachorro ficou dodói, eu nem tive tempo esses dias para ele, e como ele é grande não tem como eu passear sozinha, pois ele me arrasta. Então dou só um beijinho e só. Minha mãe disse que ele não está comendo, que está quieto e ontem eu só fiz chorar, de tanto peso na consciência por não ter brincado mais, feito mais carinho.
    Agora vou morrer num dinheiro com veterinário, mas isso em fez pensar melhor e meus atos com ele se refletem no resto da família. Ando muito ausente. Talvez isso foi um aviso, né?!
    Beijos!!

    • Ruiz

      Olá Fairy,

      Sinto muito pelo seu cachorrinho… Os bichinhos sentem ainda mais a nossa falta, afinal, somos mais do que ‘donos’ deles. Eles vêm a gente como o mundo deles. E quando a gente não dá atenção pra eles, eles ficam, sim, muito tristes.
      Lembro que tinha uma cachorrinha que era um doce… mas ela fez algo errado e minha mãe gritou com ela. Acredita que ela ficou uns dois dias sem comer e de cabeça baixa?
      Por isso eu senti que tinha que escrever esse post. A gente convive e nem sempre percebe quanto são valiosas as pessoas ao nosso redor.
      Obrigado pelo comentário!
      Beijo,
      Ruiz

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