Por Ruiz
A personalidade é o que define o modus operandi das pessoas.
Tirando as pessoas que são bipolares, maníacos depressivos ou serial-killers, conhecemos muito melhor como as pessoas funcionam quando entendemos um pouco melhor a sua personalidade.

Fiz alguns cursos comportamentais (ok, vai… vários deles) e adoro saber/entender como funciona essa máquina maravilhosa que é o ser humano. Não sou psicólogo e nem passo perto disso. Apenas tenho anos de vivência em cadeiras de psicólogos, terapeutas e psicanalistas. Há um teste que acho bastante interessante, o MBTI, que divide as pessoas em 16 tipos de personalidade diferentes, e que acho formidável para entender como meus amigos, funcionários e chefes funcionam. Não pretendo dar um curso de como fazer essa avaliação, mas para quem tiver curiosidade, há uma porção de material na Internet sobre o assunto.
Falei do MBTI para dizer que as pessoas são muito peculiares na maneira que se relacionam com o meio ambiente, como gostam de aprender, pensar e até de perceber o mundo a sua volta. Entendendo um pouco melhor a personalidade das pessoas poderia ser muito mais fácil escolher um bom parceiro e talvez até entender um pouco melhor a reação da pessoa em determinadas circunstâncias.
Bem, falei disso tudo como uma introdução para um assunto ainda mais amplo: os opostos realmente se atraem?

A resposta genérica é sim. Gostamos de encontrar em nossos parceiros as qualidades que normalmente não temos em nós mesmo, certo? Depende muito da personalidade de cada um. Tive um longo relacionamento com uma pessoa que era absolutamente o contrário de minha personalidade. O encantamento inicial pelas qualidades que não temos em nós mesmos acaba passando e as diferenças acabam sendo evidenciadas. Aí começam os problemas…
Na vida procuramos, ainda que inconscientemente, estarmos próximos de pessoas que sejam muito parecidas com nós mesmos. É simples e verdadeiro: saia para passear em m shopping e veja que as pessoas andam sempre entre ‘iguais’. As moças têm o mesmo estilo de se vestir, o mesmo esmalte, a mesma linguagem – ainda que existam mil estilos diferentes.
Acredito que esses relacionamentos têm a chance de serem mais duradouros, pois são pautados em coincidências – e não em divergências. É complicado conviver com alguém que seja muito diferente de você. Pense em um cara que ama rock com uma garota que adora samba. Uma garota evangélica com um ateu. Ou uma pessoa extremamente esportiva com uma outra sedentária.
O equilíbrio é a chave do sucesso. Talvez considerasse também a palavra flexibilidade, que é muito diferente de engolir sapos ou se anular. Enfim, quanto mais um for parecido com o outro, menor será o exercício de ‘ceder’. Por isso acho que pode ser mais provável funcionar…
Beijo,
Ruiz