Campanha de vacinação contra o HPV 2017

Campanha de vacinação contra o HPV 2017

Entre os dias 11 a 22 de setembro, o ministério da Saúde realiza a imunização gratuita

A campanha atinge meninos entre 11 e 15 anos de idade, meninas de 9 a 15 anos, além de e homens e mulheres transplantados e oncológicos em tratamento, contra o HPV.

Excepcionalmente, homens e mulheres, com idades entre 15 e 26 anos, também poderão receber a vacina de HPV pelo SUS, desde que os postos de saúde tenham estoque de vacinas.

A melhor faixa-etária para a imunização é na pré-adolescência (entre 9 e 15 anos) e tem por objetivo extinguir o HPV e, assim, reduzir drasticamente os índices de mortes decorrentes de tumores de colo do útero entre as mulheres.

Além disso, dados apontam que cerca de 80% das mulheres e 50% dos homens terão contato com o HPV em algum momento da vida.

Câncer de colo do útero: 90% dos casos da doença estão relacionados à incidência de HPV entre mulheres.

Especialista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) alerta sobre o aumento preocupante de tumores de colo do útero, neoplasia que mata anualmente cinco mil brasileiras.

O diagnóstico precoce pode evitar em 80% dos casos os riscos de metástases e outras complicações pela doença.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de colo do útero atinge 16 mil mulheres no Brasil por ano, o que já faz dele o terceiro tipo de câncer mais prevalente entre a população feminina.

A doença é silenciosa e, por isso, em cerca de 35% dos casos acaba levando à morte. A preocupação acerca dos crescentes índices da doença aumenta quando analisado o principal causador da condição: o contágio pelo chamado papilomavírus humano – conhecido como HPV.

Segundo o Ministério da Saúde, 75% das brasileiras sexualmente ativas entrarão em contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus se dá na faixa dos 25 anos. Após o contágio, ao menos 5% dessas brasileiras irá desenvolver câncer de colo do útero em um prazo de dois a dez anos, uma taxa que preocupa os especialistas.

“Atualmente possuímos uma alta incidência deste tipo de câncer no Brasil, sendo ele hoje considerado a quarta maior causa de morte entre as mulheres. Quando tomamos conhecimento do agente causador da doença, os dados são ainda mais alarmantes, pois 90% das mulheres acometidas com câncer de colo do útero têm o vírus HPV”, revela o Dr. Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas.

Para ele, a prevenção é um dos principais aliados no combate ao câncer de colo do útero. “A prevenção primária está diretamente relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV, ou seja, para impedir o desenvolvimento do vírus é importante o uso da camisinha durante a relação sexual, além da vacina contra o vírus, que também é considerado um método efetivo de prevenção contra o câncer de colo do útero e outras infecções. A vacina é recomendada geralmente para mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual”.

 

Fique atento aos primeiros sinais

 

O tumor ocorre quando as células que compõem o colo uterino sofrem agressões causadas pelo HPV. Os primeiros sinais aparecem por meio de sangramento vaginal, seguido de corrimento e dor na pelve.

Quando a doença já se encontra em um estágio mais avançado, a mulher pode apresentar um quadro de anemia devido à perda de sangue, além de dores nas pernas, nas costas, problemas urinários ou intestinais e até perda de peso sem intenção. “Os sangramentos podem ocorrer durante a relação sexual, fora do período menstrual e em mulheres que já estão no período da menopausa”, diz o oncologista.

Quando detectado, os procedimentos para o tratamento do câncer são cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia. “A cirurgia consiste na retirada do tumor e, em alguns casos, na retirada do útero, o que pode impossibilitar a mulher de engravidar. Os tratamentos de radioterapia e quimioterapia são indicados em estágios mais avançados da doença”, finaliza o Dr. Daniel.

 

Vamos vacinar nossos meninos e meninas para combater essa doença!
Procure o posto de saúde mais próximo.
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